Panorama Socioeconômico - ACISBS - Panorama Socioeconômico de Sâo Bento do Sul - ACISBS

Atualização: 29/09/2019

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SÍNTESE CONJUNTURAL


São Bento do Sul inicia retomada do crescimento econômico, após três anos de queda nos principais indicadores socioeconômicos. Após a queda de empregos significativa com a perda de 899 empregos em 2015 e 950 em 2016, somados aos 351 desempregos de 2017, totaliza 2.200 desempregos no período 2015/2017. Em 2018 ocorre a inversão com a geração de 1.134 empregos (até outubro), demonstrando clara recuperação econômica, porém ainda sem a reposição dos empregos perdidos na crise.

 

O PIB projetado para 2017 de R$ 2,988 bilhões cresceu 8,2% em relação a 2016, confirmando a retomada da economia em 2017 com a redução do desemprego e acompanhando os indicadores de crescimento do emprego. Novo crescimento deve se confirmar em 2018. Em 2015 o PIB oficial divulgado pelo IBGE alcançou R$ 2,875 bilhões com redução expressiva de 8,1% em relação a 2014, ano com crescimento espetacular de 15,8%.

 

Desde 2010 São Bento do Sul vem crescendo de forma expressiva, segundo o PIB, demonstrando uma sequência impressionante de crescimento econômico, após a crise das exportações de 2008/2009. Destaca-se o crescimento real (preços atualizados com base no IGP-DI da FGV) do PIB em 2010 com 6,4%, em 2011 com 14,2%, 2012 com 2,0%, 2013 com 2,1% e 2014 com 12,1%, segundo dados do IBGE. Em 2015 a queda real do PIB foi de 17%, representando a mais severa crise econômica desde a elaboração do Panorama Socioeconômico, iniciado em 2000. Continuamos sendo a 16ª força econômica de SC representando 1,15% do PIB estadual e 284ª do Brasil (base IBGE 2015), porém com perdas de posição no ranking nacional (262ª posição em 2014). O PIB per capita de São Bento do Sul em 2015, conforme IBGE, é de R$ 35.524,19, sendo o 65º PIB per capita de SC, perdendo 25 posições, pois em 2014 era 40ª em PIB per capita de SC. Ficamos 3% abaixo do PIB per capita estadual (R$ 36.525,28). Comparado ao PIB per capita nacional de 2015 (R$ 29.326,33), o PIB per capita de São Bento do Sul está 21% acima da média nacional com perdas significativas em relação a 2014 quando estava 43% acima da média nacional. O PIB per capita projetado para 2016 era de R$ 33.739,79, indicando decréscimo de 5,0%. Em 2017 o PIB per capita projetado recupera posições com R$ 36.074,91, representando crescimento 6,9%, porém ainda sem a reposição das perdas em 2015/2016. Apesar da recuperação econômica, o PIB per capita aponta a necessidade de agregar valor e renda na economia, pois sendo o 16º PIB de SC, ocupamos a 65ª posição em PIB per capita no estado.

 

A indústria representa 65,1% do movimento econômico segundo o valor adicionado com participação de 14,9% do comércio, 14,6% do setor metal mecânico e 13,8% do setor móveis/madeira. Diante do equilíbrio entre os setores, confirma-se a diversificação econômica cada vez mais distribuída entre os segmentos, destacando o setor comercial com o aumento da participação relativa e ocupando a primeira posição na movimentação econômica.

 

Temos 6 empresas em diferentes segmentos (metalurgia, higiene e limpeza, têxtil e confecções, e móveis) entre as 500 maiores do Sul do Brasil, sendo a sexta cidade do estado de SC com o maior número de empresas conforme o Valor Ponderado de Grandeza (VGP), segundo a Revista Amanhã. A Tuper é a 3ª maior empresa em receita líquida no setor metalurgia do Sul do Brasil e a 2ª maior de SC. É a 18ª maior empresa de SC, segundo a receita líquida, considerando todos os setores. A Condor é a 2ª empresa com a maior receita líquida do setor higiene e limpeza do Sul e a 1ª em patrimônio líquido do setor em SC. A Buddemeyer é a 4ª empresa em receita líquida no setor têxtil e confecções do Sul do Brasil e a 4ª maior receita líquida de SC. Ocupa a mesma posição (4ª) na região Sul e SC como maior patrimônio líquido. Também no mesmo setor a Fiação São Bento é a 6ª do Sul e 6ª de SC em receita líquida. Outro destaque é o setor de móveis com a Indústrias Artefama sendo a 7ª maior receita líquida no setor do Sul e a 1ª de SC. Ainda no setor, a Móveis Rudnick é a 8ª do Sul e 2ª de SC em receita líquida, conforme a Revista Amanhã. A Tuper está na posição 734ª na publicação da Revista Exame (1000 maiores empresas do Brasil) com faturamento de R$ 780,3 milhões.

 

A balança comercial de São Bento do Sul aponta forte crescimento de 63,3% nas exportações em 2017 com US$ 204 milhões. Em 2018 o desempenho continua muito bom, registrando US$ 182,8 milhões no acumulado até setembro, representando crescimento de 20,9%. O fator agregado indica 100% de exportação de industrializados e manufaturados e o principal mercado de destino é Estados Unidos, seguido do Reino Unido. Os principais produtos exportados são móveis com 61,6% e, ferro e aço com 28% de participação. As importações são oriundas da China e Itália, sendo os principais produtos das indústrias química ou conexas com 31,17% e máquinas, aparelhos e materiais elétricos com 14,22% de participação.   

 

A matriz econômica diversificada, acompanhando a tendência mundial de crescimento econômico na área de serviços, viabiliza novos empreendimentos gerando renda superior com o emprego de mão de obra qualificada, especialmente na área de inovação tecnológica através da consolidação do Parque Científico e Tecnológico. O Projeto São Empreendedora com o desenvolvimento do PEDEM – Plano de Desenvolvimento Econômico Municipal, planejando ações para os próximos 10 anos, constituirá as diretrizes de médio e longo prazo para o fortalecimento da economia, especialmente nos setores que agreguem valor para a recuperação do PIB per capita. O Caderno de Oportunidades com a identificação dos vazios econômicos é outro instrumento de orientação para novos investimentos locais. Com o planejamento estratégico integrado do setor turístico, surgem oportunidades de desenvolvimento econômico sustentável, especialmente considerando o turismo regional através do Consórcio Quiriri.

 

O potencial de consumo (2018) também reflete a retomada de crescimento econômico com R$ 2,560 bilhões, crescimento de 20,3% comparado com 2017 (R$ 2,127 bilhões). O consumo na classe A em 2017 representava 8,6%, na classe B 51,9%, totalizando 60,5% nas classes A e B. Em 2018 a classe A representava 2,3% e na classe B 28,3%, totalizando 30,6% nas classes A e B. Percebe-se nítido crescimento de consumo, porém com aumento do consumo na classe C.  A classe C em 2017 representava 36,2%, aumentando para 57,4% em 2018. O consumo urbano per capita anual de R$ 31.364,15 e valor mensal em torno de R$ 2.614,00 demonstra boa circulação de renda, apontando espaço para o aumento de consumo com a retomada na economia nas classes A e B.

 

A qualidade de vida do são-bentense também aumentou com uma expectativa de vida de 77,3 anos conforme IBGE (2010), acima dos 76,6 anos no estado e 73,9 no Brasil. A taxa de natalidade caiu 15,1% no período de 2017/2008, porém com queda de 6,5% em 2017 comparado com 2016. São Bento do Sul ocupa a 25ª posição no IDHM (Indice de Desenvolvimento Humano Municipal 2010) no estado e a 113ª posição no Brasil com o índice 0,782, classificado como índice alto. Entre os 3 índices (Renda, Educação e Longevidade) a Longevidade com índice 0,871, é classificado como muito alto.

 

Considerando os 952 leitos hoteleiros em 2018, temos o índice de 11,4 leitos para cada 1.000 habitantes. Na análise dos veículos em circulação temos um crescimento de 61% da frota na comparação 2018/2008 (1 década) de automóveis e crescimento anual em torno de 5%, muito acima do crescimento populacional em torno de 1,5%. A cada 100 habitantes há em média 69 veículos em circulação, exigindo ampliação da infraestrutura viária e avanços nos projetos de mobilidade urbana.

 

A infraestrutura do município na área educacional é considerada excelente. Há excepcional disponibilidade de cursos técnicos, de graduação e pós-graduação. Destaca-se o SENAI com o Centro de Tecnologia do Mobiliário, a ITFETEP – Incubadora Tecnológica e a FETEP na governança do Parque Científico e Tecnológico de São Bento do Sul, estimulando o empreendedorismo na área da inovação e criação de novos negócios de base tecnológica. São Bento do Sul está se tornando referência como Polo de Inovação, através da efetiva aplicação da tríplice hélice da inovação (poder público, universidades e iniciativa privada).

 

Apesar das adversidades econômicas São Bento do Sul é destaque nacional em indicadores sociais, classificando a cidade como a 178ª melhor cidade do Brasil e na categoria Indicadores Sociais, com a 21ª posição no país, segundo o Anuário “As Melhores Cidades do Brasil” da Revista Isto É e o ranking da Austin Rating (2015). Considerando as cidades de médio porte (50.000 a 200 mil habitantes), o município aparece na 9ª posição estadual, com destaque para Educação e Habitação, ocupando a 7ª posição. São Bento do Sul está incluída na relação das 29 cidades mais bonitas do Brasil segundo estudo site Expedia (2016) e entre as 50 pequenas cidades (36ª posição) mais desenvolvidas do Brasil, segundo a Revista Exame (2016). Segundo o IFDM – Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal consolidado, São Bento do Sul ocupa a 9ª posição em SC e 131ª no Brasil. Destaca-se a 10ª posição em SC na Educação e 21ª em Emprego e Renda.

 

Ressaltamos a retomada do crescimento econômico consistente iniciado em 2017 e com perspectivas de consolidação em 2018, diante das constatações de crescimento distribuído entre segmentos. O crescimento dos empregos, a vinda de novos empreendimentos e as estratégias de desenvolvimento econômico voltadas a inovação, tecnologia e turismo, indicam um futuro promissor no ecossistema socioeconômico.

 

Me. Adelino Denk


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