Panorama Socioeconômico - ACISBS - Panorama Socioeconômico de Sâo Bento do Sul - ACISBS

Atualização: 07/08/2018

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SÍNTESE CONJUNTURAL


São Bento do Sul continua encontrando dificuldades com a retração da economia nacional e apresenta queda nos principais indicadores. A queda de empregos é significativa com a perda de 980 empregos em 2016 que somados aos 986 empregos perdidos em 2015, totaliza1466 desempregos e superam os empregos gerados em 2013 e 2014 (1.368). Em 2017 até o mês de setembro foram gerados 64 empregos, interrompendo o ciclo de desemprego e demonstrando recuperação econômica.

 

O PIB projetado para 2016 de R$ 2,894 bilhões diminuiu 3,9% em relação a 2015 quando superou R$ 3,012 bilhões. Em 2014 o PIB oficial divulgado pelo IBGE alcançou R$ 3,115 bilhões com crescimento espetacular de 15,8% em relação a 2013.

 

Desde 2010 São Bento do Sul vem crescendo de forma expressiva, segundo o PIB, demonstrando uma sequência impressionante de crescimento econômico, após a crise das exportações de 2008/2009. Destaca-se o crescimento real (preços atualizados com base no IGP-DI da FGV) do PIB em 2010 com 6,4%, em 2011 com 14,2%, 2012 com 2,0% e 2013 2,1% e fechando 2014 com crescimento real de 11,6%, segundo dados do IBGE. Somos a 16ª força econômica de SC representando 1,28% do PIB estadual e 262ª do Brasil (base IBGE 2014). O PIB per capita de SBS – São Bento do Sul em 2014, conforme IBGE, é de R$ 38.956,00, sendo o 40º PIB per capita de SC, que é de R$ 36.055,00, representando 8% acima do PIB per capita estadual. Comparado ao PIB per capita nacional de 2014 (R$ 27.229,00), o PIB per capita de São Bento do Sul está 43% acima da média nacional. O PIB per capita projetado para 2015 é de R$ 37.221,45, indicando decréscimo de 4,5%. Em 2016 o PIB per capita projetado cai novamente (R$ 35.340,77), representando queda de 5,1%. A indústria representa 64,9% do movimento econômico segundo o valor adicionado com participação de 9,9% do setor metalmecânico e 16,4% do setor móveis/madeira. O setor moveleiro passa a ser novamente o maior segmento no complexo econômico com a perda de representatividade do setor metalomecânico, duramente atingido pela crise.

 

Temos 6 empresas em diferentes segmentos (metalurgia, higiene e limpeza, têxtil e confecções, e também móveis) entre as 500 maiores do Sul do Brasil, sendo a sétima cidade do estado de SC com o maior número de empresas conforme o Valor Ponderado de Grandeza (VGP), segundo a Revista Amanhã. A Tuper é a 7ª maior empresa em receita liquida no setor metalurgia do Sul do Brasil e a 2ª maior receita liquida de SC. A Condor é a 2ª empresa com a maior receita liquida do setor higiene e limpeza do Sul e a 1ª maior em patrimônio líquido do setor em SC. A Buddemeyer é a 5º empresa em receita liquida no setor têxtil e confecções do Sul do Brasil e a 4ª maior receita liquida de SC. Também no mesmo setor a Fiação São Bento é a 8º do sul e 7º de SC em receita liquida. Outro destaque é a Móveis Rudnick com a 7ª maior receita liquida no setor de móveis do Sul do Brasil e a 1ª maior receita liquida de SC. Ainda no setor a Ind. Artefama é a 8º do sul e 2º de SC em receita liquida, conforme a Revista Amanhã. Também temos duas empresas entre as 500 emergentes do Sul. Podemos destacar que a Interbrasil é 1º maior empresa em receita liquida do setor de transportes e logística do Sul do Brasil e também em SC. Enquanto a Móveis Weihermann é 1º maior empresa em patrimônio líquido do setor de móveis do Sul do Brasil e também em SC.

 

A balança comercial de São Bento do Sul aponta decréscimo 7,8% nas exportações em 2016 com US$ 124,9 milhões. Em 2017 houve forte retomada das exportações, registrando US$ 121,5 milhões no acumulado até agosto, representando crescimento de 58,6%. O fator agregado indica 100% de exportação de industrializados e manufaturados e o principal mercado de destino é USA, seguido do Reino Unido.

 

A matriz econômica diversificada, acompanhando a tendência mundial de crescimento econômico na área de serviços, viabiliza novos empreendimentos gerando renda superior com o emprego de mão de obra qualificada, especialmente na área de inovação tecnológica através da consolidação do Parque Científico e Tecnológico. Após planejamento estratégico integrado do setor turístico, surgem oportunidades de desenvolvimento econômico sustentável, especialmente considerando o turismo regional através do Consórcio Quiriri.

 

O potencial de consumo (2017) também reflete a retomada de crescimento com R$ 2,127 bilhão, crescimento de 10% comparado com 2016 (R$ 1,934 bilhão). O consumo na classe A representa 8,6%, na classe B 51,9%, totalizando 60,5% nas classes A e B. Quando incluímos a classe C com 36,2%, o consumo acumulado nas classes A, B e C representa 96,7%. O consumo per capita anual de R$ 25.675,00 e valor mensal em torno de R$ 2.140,00 demonstra boa circulação de renda e poder aquisitivo em alta.

 

A qualidade de vida do são-bentense também aumentou com uma expectativa de vida de 77,3 anos conforme IBGE (2010), acima dos 76,6 anos no estado e 73,9 no Brasil. A taxa de natalidade caiu 9,5% no período de 2015/2006, porém com queda de 2,1% em 2015 comparado com 2014. São Bento do Sul ocupa a 25ª posição no IDHM (Indice de Desenvolvimento Humano Municipal) no estado e a 113ª posição no Brasil com o índice 0,782, classificado como índice alto. Entre os 3 índices (Renda, Educação e Longevidade) a Longevidade com índice 0,871, é classificado como muito alto.

 

Considerando os 1.007 leitos hoteleiros em 2016, temos o índice de 12,1 leitos para cada 1.000 habitantes. Na análise dos veículos em circulação temos um crescimento de 40% da frota na comparação 2017/2010 e crescimento anual em torno de 5%, muito acima do crescimento populacional em torno de 1,2%. A cada 100 habitantes há em média 60 veículos em circulação.

 

A infraestrutura do município na área educacional é considerada excelente. Há excepcional disponibilidade de cursos técnicos, de graduação e pós-graduação. A UDESC ampliará o campus e o IFC está em plena atividade. Destaca-se o SENAI com o Centro de Tecnologia do Mobiliário, a ITFETEP – Incubadora Tecnológica e a FETEP na governança do Parque Científico e Tecnológico de São Bento do Sul, estimulando o empreendedorismo na área da inovação e criação de novos negócios de base tecnológica. São Bento do Sul está se tornando referência como Polo de Inovação, através da efetiva aplicação da tríplice hélice da inovação (poder público, universidades e iniciativa privada).

 

Apesar das adversidades econômicas São Bento do Sul é destaque nacional em indicadores sociais, classificando a cidade como a 178ª melhor cidade do Brasil e na categoria Indicadores Sociais, com a 21ª posição no país, segundo o Anuário “As Melhores Cidades do Brasil” da Revista Isto É e o ranking da Austin Rating (2015). Considerando as cidades de médio porte (50.000 a 200 mil habitantes), estamos na 9ª posição estadual, com destaque para Educação e Habitação, ocupando a 7ª posição. São Bento do Sul está incluída na relação das 29 cidades mais bonitas do Brasil segundo estudo site Expedia (2016) e entre as 50 pequenas cidades (36ª posição) mais desenvolvidas do Brasil, segundo a Revista Exame (2016).

 

Visando manter o status entre as melhores cidades do Brasil, é essencial ampliar estratégias de inovação e educação qualificada para o desenvolvimento sustentável e melhoria dos indicadores sociais.

 

Me. Adelino Denk


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